"La Belgique a désormais une ministre de la Santé publique obèse. Qu'en est-il de sa crédibilité ?" L'interrogation d'un journaliste de la radio publique flamande, samedi 11 octobre, sur Maggie De Block a provoqué l'émotion en Belgique.
Ministre la plus populaire du nouveau gouvernement belge, avec 74% d'opinions positives selon un récent sondage,la politicienne flamande a également exercé pendant vingt ans comme médecin généraliste. Elle demande à être jugé sur ses compétences.
Une obésité due à un problème génétique
"Je pense que ces remarques sont un non-sens, a répliqué dimanche celle qui était précédemment secrétaire d'Etat à l'Asile, l'Immigration et l'Intégration sociale, dans un journal néerlandophone. A la Chambre, mes collègues ne me jugent pas sur mon aspect physique, mais ils me complimentent sur la connaissance que j'ai de mes dossiers."
En 2011, déjà, Maggie De Block s'était expliquée sur son surpoids, dû à un problème génétique. "Je ne peux rien y faire", expliquait-elle. "Dans les cinq ans qui sont devant nous, on aura l’opportunité de juger ce que je fais. Mais pas comme ça, pas de cette manière. Je ne l’accepte pas", a-t-elle insisté lundi, citée par le site RTL.be.
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Minuto Acessível: Ondas Inclusivas:“ (...) na água somos só nós os dois, eu e o mar, tudo o resto não existe (…) já consigo apanhar ondas, o difícil é entrar (...) vou melhorar e evoluir porque o surf tornou-se um hobby (…) a Santa Casa deu-me este hobby (…) ”
Malala Yousufzai estava numa aula de Química quando soube que tinha sido distinguida com o Prémio Nobel da Paz. Sentiu-se honrada por receber uma distinção que diz não merecer. Decidiu assistir a todas as aulas que tinha esta sexta-feira e só depois deixou o liceu Edgbaston, em Inglaterra. Na reacção ao prémio mostrou firmeza nos seus objectivos e prometeu que a sua luta pelo direito das crianças à educação não irá esmorecer.
“Sinto-me honrada por ter sido escolhida como Prémio Nobel da Paz. Sinto-me honrada com este precioso prémio. E estou orgulhosa por ser a primeira paquistanesa e a primeira jovem a conseguir este prémio. É uma grande honra para mim”, começou por dizer a jovem de 17 anos numa conferência de imprensa em Birmingham, onde vive com a família desde que deixou o Paquistão.
Malala sublinhou que este prémio é “para todas as crianças sem voz”, “para lhes dar coragem”.
A paquistanesa, que queria ser médica e agora quer ser uma “boa política”, voltou a mostrar a sua faceta de oradora eloquente e desembaraçada quando lembrou que o prémio não era só seu mas também do indiano Kailash Satyarthi. “Estou muito contente por partilhar este prémio com uma pessoa da Índia. Com alguém com um grande caminho pelos direitos das crianças e contra a escravatura infantil. Inspira-me. Estou muito contente por haver tantas pessoas que caminham pelos direitos das crianças e que não estou sozinha”.
A activista aproveitou o facto de ser paquistanesa e Satyarthi indiano para falar da tensão que ainda ensombra os dois países. “Um acredita no hinduísmo e outro acredita fortemente no islão. Isso envia uma mensagem às pessoas, uma mensagem de amor entre o Paquistão e a Índia e entre as diferentes religiões. Não interessa a cor da pele, a língua que falamos, a religião em que que acreditamos, devemos considerar-nos todos seres humanos e devemos respeitar-nos e lutar pelos direitos das crianças, das mulheres e de todos os seres humanos”.
A jovem disse ter-se comprometido com Satyarthi, com quem falou ao telefone, a apelarem aos respectivos primeiros-ministros Narendra Modi, da Índia, e Nawaz Sharif, do Paquistão, para que estejam presentes na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, em Oslo, a 10 de Dezembro. Malala e Satyarthi pretendem “caminhar juntos para que todas as crianças tenham educação”. “Vamos tentar estabelecer ligações fortes entre o Paquistão e a Índia”.
Num agradecimento à família, Malala falou do pai e da importância de a ter deixado “voar” para atingir os seus objectivos.
O Prémio Nobel que acaba de receber é tido como um encorajamento para continuar a sua campanha em defesa do direito das crianças à educação e da igualdade entre homens e mulheres. “Às vezes é muito difícil expressar os nossos sentimentos, mas senti-me muito honrada, mais poderosa e corajosa. Este prémio é mais que um pedaço de metal, é um encorajamento para continuar, para acreditar em mim, e saber que há mais pessoas que me apoiam nesta campanha”.
Antes de dar por terminado o encontro com os jornalistas, Malala dirigiu-se em urdu aos paquistaneses que hoje celebram a distinção da jovem.
Au moment où la France se donne des délais supplémentaires pour rendre les lieux publics et transports accessibles aux handicapés, des associations vantent l'avance de certains de ses voisins, notamment les pays du Nord de l'Europe ou le Royaume-Uni.
Un projet de loi habilitant le gouvernement à légiférer par ordonnance pour modifier la loi de 2005, qui avait fixé à 2015 l'objectif d'accessibilité, doit être présenté prochainement en Conseil des ministres.
Il s'agit de donner aux acteurs publics et privés qui ne pourront pas se mettre en conformité avec les règles d'accessibilité d'ici 2015, trois à neuf ans supplémentaires pour le faire.
Les associations attribuent le retard pris par la France au manque de volonté politique. "Certains pays sont nettement en avance, pas pour des raisons législatives, mais parce qu'il y a une volonté politique et une conception de la différence qui n'est pas la même", estime Jean-Louis Garcia, président de la fédération des Associations pour adultes et jeunes handicapés (APAJH).
"Les pays du Nord de l'Europe ont organisé le vivre-ensemble", ajoute-t-il, citant la Suède. "On a pu mesurer aussi à l'occasion des Jeux Paralympiques de Londres en 2012 que la place de la personne handicapée en Angleterre n'était pas la même que dans notre pays".
"Si on prend Stockholm qui est relativement accessible, ou Berlin, on se rend compte que l'accessibilité n'y est pas vue comme une contrainte supplémentaire, mais comme une obligation que les pouvoirs publics doivent à la société, et comme du bénéfice pour tout le monde", relève Pascale Ribes, vice-présidente de l'Association des Paralysés de France (APF).
Le prix "access city award", décerné par la Commission européenne pour encourager les villes de plus de 50.000 habitants à partager leur expérience, a été remporté cette année par la ville suédoise de Göteborg, après Berlin en 2013.